História do pólo aquático ‘renasce’ com europeu

Associação de Natação da Madeira

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DNoticias - PAULO VIEIRA LOPES / MADEIRA / 09 JAN 2018 / 02:00 H

Modalidade teve expressão nas décadas de 20 e 30, mas desde então entrou, por diversas vezes em declínio. Houve grandes lutas regionais, presenças em campeonatos nacionais, mas hoje o pólo aquático espera pelo... europeu

Com a organização da fase final do Campeonato da Europa em sub-19 femininos, a estar agendada para Setembro de 2018 na Madeira, a modalidade de Pólo Aquático tem tudo para poder fazer renascer, a história, que data da década de 20.

A Região viveu altos e baixos através da modalidade, com o grande marco a acontecer nas décadas de 20 e 30 com a criação da Liga Madeirense de Desportos Náuticos, e onde o Campeonato da Madeira contava com cinco clubes, os históricos Clube Sport Marítimo, Grupo Desportivo Nacional, Club Sports da Madeira, Império Foot-ball Club e União Foot-ball Club.

A baía do Funchal bem com a estância balnear do Lido, actualmente conhecido por Complexo Balnear do Lido, eram os locais de eleição para os grandes espectáculos da modalidade, e que merecia a presença de um grande número de público. A partir daqui o pólo aquático começou com as suas fases de declínio e paragens.

Em 1941 a modalidade regressou às ‘águas’ madeirenses, mas com o passar do tempo nunca conseguiu ter forte expressão.

Já no final do século, a piscina da Quinta Magnólia foi o palco preferido para voltou a receber de ‘braços abertos’ a modalidade, com várias competições que voltaram a desaparecer aos poucos já em plena década de 80, com apenas 10 atletas a estarem federados na modalidade (segundo registos da Direcção Regional da Juventude e Desporto).

O regresso em grande acontece entre 1991 e 2002 com cerca de uma centena de atletas. Para além das várias lutas em provas regionais o pólo aquático cresce de tal forma que garante uma presença regular em campeonato nacionais de seniores, nomeadamente nos escalões mais baixos.

O Clube Desportivo Aquático, liderado por Gilberto Teixeira levou as ‘cores’ da Madeira aos derradeiros campeonatos nacionais, com o desaparecimento da modalidade a acontecer uma vez mais, agora em pleno século XXI (2001-2002).

A despedida da competição aconteceu com nova mudança de ‘palco dos jogos’ com as piscinas do Complexo do Clube Naval do Funchal a receber os últimos jogos a nível nacional.

Esta variante da natação nunca conseguiu se impor no desporto regional, muito devido também à falta de infra-estruturas levando que o pólo aquático ‘adormecesse’, regressando quase sete anos depois, desta feita, numa clara aposta da Associação de Natação da Madeira (ANM). Em 2007 que a ANM lançou o projecto do minipólo, destinado aos escalões mais baixos da natação. Certo é que o projecto veio a ter força, mas apenas nos três anos seguintes, com a modalidade, uma vez mais a ‘adormecer’.

‘Num pára, arranca’ ao longo de décadas espera-se agora que o ano de 2018 possa trazer novo fôlego ao pólo aquático. A realização do Europeu de sub-19, na cidade do Funchal, entre 9 a 16 de Setembro, no Complexo de Piscinas Olímpicas do Funchal, poderá ser o ‘renascer’ da modalidade em termos regionais.

Resta, para já, esperar...